quinta-feira, 18 de abril de 2013
Solução Raciocinada
Foi uma decisão puramente precipitada, porém era o que se fazia necessário e não havia outra saída se não pensar com a cabeça. Não desmerecendo a emoção do amor que sentíamos, é claro. Mas, às vezes, a gente tem que deixar o coração de lado e colocar o cérebro no lugar.
Hoje, eu olho pra trás e até me assusto com a tamanha racionalidade com que pensamos ao terminar; por que nós? Logo nós, românticos incorrigíveis e cheios de planos, que brigávamos pelo nome do filho que não nasceria em menos de 20 anos. Logo nós, que não nos desgrudávamos, que, por vezes, abrimos mão da companhia dos amigos pra tomar leite com chocolate aos domingos! "Mas vocês eram perfeitos", ouvimos até hoje. Sim, éramos e somos perfeitos, mas juntos: separados, somos apenas humanos. Apenas humanos, meros mortais que erram o tempo todo e jamais farão a coisa certa.
E o problema era o excesso de acertos. Se éramos tão perfeitos juntos, é porque nunca nos demos a oportunidade de errar. Tínhamos tudo pra dar certo, mas quando dá certo demais, sempre dá errado no final. Nos cansamos da rotina infinita do amor inesgotável, das brigas raras e do comodismo.
Terminar foi a solução raciocinada, o bom motivo que encontramos para nos magoarmos e largarmos um pouco nosso amor perfeitinho de semi-deuses da paixão. E se hoje eu sinto dor, é porque nada foi em vão e a perfeição que buscávamos estava justamente aonde erramos.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Lara
Sentada, com as mãos apoiando seu queixo ela desenhava, rabiscava desejos e rascunhava a vida. Os braços dançavam pela mesa ao som das miçangas da pulseira que balançava, a mão sapateava no caderno e sua pele morena desafiava, fazia convite para mergulhar em seus mistérios, dançar com sua beleza de menina-mulher e descobri-la em meio aos sorrisos que negavam a existência de qualquer motivo de tristeza no mundo.
E sempre foi assim, sempre será: Lara vai encantar a todos e atrair os homens de bem com sua energia, seu sorriso radiante e seu brilho unicamente belo. Até hoje não se tem notícias de quem se foi a afogar nos olhos castanhos da morena...
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Paradoxal
Sorríamos, mas dava pra ouvir o som dos corações que pulsavam tristes.
Eram sorrisos de amor, de alegria, de saudade, de ansiedade, de vontade. Sorrisos plenos de toques quentes e abraços apertados. Conversávamos sobre algo, mas não pude ouvir porque os batimentos cardíacos e pensamentos fortes eram mais altos. "Ah, se eu pudesse voltar atrás..."
Ressonhei o sonho umas quinze vezes, tentando decifrá-lo. Os abraços e toques eram quentes, os sorrisos pareciam sinceros... Mas os olhares eram frios, os corações choravam e as almas se despedaçavam.
Cheguei a ficar preocupada, procurei uma resposta pra tamanha dor, mas entendi que era só paixão. No final das contas, concluí que nós dois somos só um abraço, um sorriso, que é bom na hora e acaba quando a gente não quer. E ainda somos um pouco menos: somos um abraço caloroso de coração congelado, um sorriso alegre acompanhado de um olhar triste... Somos apenas um paradoxo. Um paradoxo escuro e confuso. Menos ainda: éramos.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
"Perdoa o drama e não desiste de mim"
Eu achava que não era possível, mas hoje te senti mais distante. Cheguei a falar sozinha debaixo do cobertor, fazendo de conta que você tava ali comigo. Disse coisas bonitas pro ar, ri, chorei, pedi beijo, quis um abraço mas o frio parecia não querer cessar.
A verdade é que eu queria teu amor mais perto, porque gostar de longe faz ferida no coração, esburaca a alma de saudade e enche a gente de vazio...
domingo, 2 de dezembro de 2012
Preciso dizer...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Bilhetinho
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Trovadorismo contemporâneo
Mulher... eu que te amei todos esses anos, eu que soube te fazer feliz, eu que te dei todo o carinho que havia em mim, você agora despreza, odeia e evita.
Você fez de mim alguém triste, infeliz, nervoso e sempre angustiado. Ah, se você ao menos soubesse, mulher... se soubesse o tanto de vezes que meu lençol se encharcou das lágrimas pesadas de amor, de dor, de sofrimento, de tudo que senti por ti... se soubesse tudo que penso toda vez que te vejo, se soubesse a dor que a tua falta me dá no peito, se entendesse a minha tristeza, se me escutasse gritar seu nome em meus sonhos... me perdoaria, entenderia que eu faria - e faço! - tudo pelo teu amor, veria que o que sinto depois de tudo é um profundo arrependimento, e que nada mudou em mim! Ainda sou o mesmo, o mesmo amor louco e sincero daqueles anos todos.
Ah, mulher, eu queria tanto te esquecer, mas... ah... é tão difícil te tirar da minha mente! Porque mesmo desejando e possuindo outras debaixo dos meus cobertores, esses teus fundos olhos castanhos repletos de um amor de tão doce ingenuidade sempre vêm me atormentar! É só a ti que desejo, mulher, só a ti! Por que não voltas? Por que não esquecemos isso tudo e nos amamos com todo o calor e intensidade que tínhamos naquele dia em que tudo teve de acabar? Vai dar certo, confia em mim dessa vez, vem...